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Degenerescência espongiforme com ataxia cerebelosa tipo 1 (SDCA1) - Pastor-belga

Neurológico · Cão

Doença neurodegenerativa recessiva do Pastor-belga, descrita sobretudo na variedade Malinois, que combina ataxia cerebelosa de início muito precoce e degenerescência espongiforme da substância branca e cinzenta. Os sinais surgem por volta das 4 semanas de vida e progridem rapidamente para a morte ou eutanásia em poucas semanas. Histologicamente observa-se vacuolização bilateral-simétrica do neuropilo no cerebelo, tronco encefálico e corno ventral da medula. É o homólogo canino da síndrome EAST humana.
Padrão de herançaAutossómica recessiva
Gene / MutaçãoKCNJ10 c.986T>C p.(Leu329Pro) (domínio C-terminal de Kir4.1; OMIA:002089-9615).
PenetrânciaPenetrância completa em homozigotos com início às ~4 semanas; os heterozigotos são portadores assintomáticos.
Tipo de amostrasangre con EDTA 1mL
Códigoxxsj
Prazo de entrega7 dias
Preço52,60 €
RaçasPastor belga, Pastor holandés

Incidência

Própria do Pastor-belga, em particular da variedade Malinois, embora a variante também tenha sido detetada em heterozigotia no Tervueren e no Groenendael. Dados fiáveis de frequência populacional não publicados; a maioria dos casos concentra-se em linhas de Malinois de trabalho.

Sinais clínicos

- Ataxia cerebelosa com início às ~4 semanas de idade\n- Hipermetria e tremores de ação intensos\n- Vacilação e quedas frequentes\n- Perda progressiva da coordenação\n- Sinais bilaterais-simétricos\n- Evolução rápida para morte ou eutanásia em poucas semanas

História

Kleiter e colaboradores (2011) descreveram pela primeira vez a degenerescência espongiforme com ataxia cerebelosa (SDCA) no Malinois como uma perturbação recessiva. A heterogeneidade genética observada em casos clinicamente sobreponíveis levou Mauri e colaboradores (2017) a identificar, por mapeamento de linkage e sequenciação do genoma completo, uma variante missense em KCNJ10 (c.986T>C; p.Leu329Pro) no domínio citoplasmático C-terminal do canal de potássio Kir4.1. A variante segregava com o fenótipo em quatro famílias e um caso isolado, e foi confirmada por Van Poucke e Stee em 2017. A existência de casos clinicamente semelhantes sem esta variante motivou a procura de um segundo locus, que deu origem à designação SDCA1 em vez de SDCA2 (ATP1B2).

Manejo do criador

- Testar os reprodutores antes da cobrição, especialmente em linhas de Malinois com antecedentes neurológicos\n- Não cruzar dois portadores: 25 % de risco de homozigotos afetados\n- Um portador pode ser cruzado com um isento; a descendência destinada à criação deve ser testada\n- Excluir portadores em linhas com elevada prevalência e substituí-los por descendentes isentos sem estreitar o pool genético\n- Recordar que nem todos os casos de ataxia cerebelosa do Malinois são explicados pela SDCA1: considerar também a SDCA2 (ATP1B2)

Notas do especialista

O diagnóstico diferencial dentro do Pastor-belga inclui a SDCA2 (mutação em ATP1B2, fenótipo semelhante mas com convulsões e cegueira central), outras ataxias cerebelosas de início juvenil e processos tóxicos ou infecciosos. A histopatologia mostra vacuolização bilateral-simétrica do neuropilo dirigida aos núcleos cerebelosos, corno ventral cervical e tronco encefálico. A SDCA1 é um modelo canino da síndrome EAST humana (epilepsia, ataxia, surdez neurossensorial e tubulopatia).

Referências

1. Mauri N et al. 2017, una variante missense en KCNJ10 en pastores belgas afectados por degeneración esponjosa con ataxia cerebelar (SDCA1) (PMID 28007838)
2. Kleiter M et al. 2011, degeneración esponjosa con ataxia cerebelar en cachorros Malinois: descripción inicial (PMID 21488963)
3. OMIA:002089 SDCA1 (KCNJ10)

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