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Ataxia cerebelar canina (Russell/Fox terriers)
Neurológico · Cão
Ataxia cerebelar hereditária do grupo Russell de terriers e do Fox terrier, causada por uma mutação em KCNJ10 (canal de potássio Kir4.1). Cursa com ataxia progressiva, com ou sem miocimia (fasciculações e ondulações musculares) e com ou sem crises, pelo que é também conhecida como ataxia espinocerebelar com miocimia e convulsões (SAMS). É uma entidade distinta da ataxia de aparecimento tardio por CAPN1, que é oferecida como teste separado no Parson Russell terrier.
Incidência
Descrita no grupo Russell de terriers (Jack, Parson e Russell terrier) e no Fox terrier de pelo liso e no toy fox terrier (Gilliam et al. 2014; Rohdin et al. 2015). Não se dispõe de frequências de portadores consolidadas para o conjunto de raças do painel.
Sinais clínicos
- Ataxia progressiva, sobretudo dos membros pélvicos
- Miocimia (fasciculações e ondulações musculares)
- Crises epiléticas em parte dos animais
- Marcha anormal e incoordenação
- Sinais de início juvenil
- Estado mental habitualmente normal
- Miocimia (fasciculações e ondulações musculares)
- Crises epiléticas em parte dos animais
- Marcha anormal e incoordenação
- Sinais de início juvenil
- Estado mental habitualmente normal
História
A ataxia hereditária do grupo Russell de terriers e do Fox terrier foi reconhecida como um quadro com ataxia e miocimia. Em 2014, Gilliam et al. identificaram a mutação KCNJ10 c.627C>G no Jack Russell terrier e raças relacionadas, causadora da ataxia com miocimia e/ou crises. Rohdin et al. (2015) confirmaram a mesma mutação no Fox terrier de pelo liso e no toy fox terrier com ataxia hereditária, e Gast et al. (2016) diferenciaram esta forma da ligada a CAPN1.
Manejo do criador
- Testar os reprodutores antes do acasalamento
- Não cruzar dois portadores
- Um portador pode ser cruzado com um livre; testar a descendência destinada à criação
- Não criar com animais afetados
- Não confundir este teste com o de CAPN1 do Parson Russell terrier
- Não cruzar dois portadores
- Um portador pode ser cruzado com um livre; testar a descendência destinada à criação
- Não criar com animais afetados
- Não confundir este teste com o de CAPN1 do Parson Russell terrier
Notas do especialista
Diagnóstico diferencial com a ataxia por CAPN1 (Parson Russell terrier), com ataxias cerebelares adquiridas e com outros quadros com miocimia. O eletromiograma pode mostrar descargas miocímicas. Não existe tratamento curativo específico; o maneio é de suporte e com controlo das crises quando existem.
Referências
1. Gilliam D et al. 2014. A homozygous KCNJ10 mutation in Jack Russell Terriers and related breeds with spinocerebellar ataxia with myokymia, seizures, or both. Journal of Veterinary Internal Medicine. PMID: 24708069
2. Rohdin C et al. 2015. A KCNJ10 mutation previously identified in the Russell group of terriers also occurs in Smooth-Haired Fox Terriers with hereditary ataxia and in related breeds. Acta Veterinaria Scandinavica. PMID: 25998802
3. Gast AC et al. 2016. Genome-wide association study for hereditary ataxia in the Parson Russell Terrier and DNA-testing for ataxia-associated mutations in the Parson and Jack Russell Terrier. BMC Veterinary Research. PMID: 27724896
4. OMIA:002089-9615. Ataxia, cerebellar, KCNJ10-related. Online Mendelian Inheritance in Animals.
2. Rohdin C et al. 2015. A KCNJ10 mutation previously identified in the Russell group of terriers also occurs in Smooth-Haired Fox Terriers with hereditary ataxia and in related breeds. Acta Veterinaria Scandinavica. PMID: 25998802
3. Gast AC et al. 2016. Genome-wide association study for hereditary ataxia in the Parson Russell Terrier and DNA-testing for ataxia-associated mutations in the Parson and Jack Russell Terrier. BMC Veterinary Research. PMID: 27724896
4. OMIA:002089-9615. Ataxia, cerebellar, KCNJ10-related. Online Mendelian Inheritance in Animals.
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