Testes mais solicitados

Testes mais solicitados

Existe um grande número de testes e análises que servem para monitorizar o estado de saúde de uma pessoa ou animal. Aqui apresentamos alguns dos mais procurados.

Material para amostras

Bioquímica

Pergunta: A hemólise interfere nos resultados?

Resposta: Depende das provas e do grau de hemólise. As provas mais sensíveis à hemólise são fósforo, AST, ALT, proteínas totais, albumina, amílase, CPK e LDH, embora um grau elevado de hemólise interfira em todas as provas.

31/01/2014

P.: Tenho problemas frequentes de hemólise nos soros. Que solução pode haver?

R.: Em casos pontuais, não é raro que um soro possa hemolisar-se. Mas se sucede com frequência, é muito provável que haja algum problema no manuseamento da amostra. Os mais frequentes são: <br>-Extrações difíceis. <br>-Uso de agulhas de calibre muito pequeno, especialmente se se faz com seringas muito grandes.<br>-Não se retira a agulha antes de passar o sangue para o tubo.<br>-Espera-se demasiado para centrifugar a amostra. Se se utiliza tubo com heparina, deve centrifugar-se de imediato. Se se usa soro com aditivo, não se deve esperar mais de duas horas.<br>-O acumulador de frio não está congelado quando se introduz na caixa de transporte. Este problema manifesta-se apenas no verão.

10/02/2014

Serologias e Imunologia

Pergunta: Quanto tempo se pode conservar uma urina para cultura?

Resposta: Em refrigeração, o ideal é que não decorram mais de 24 horas. Após esse tempo, aumenta a probabilidade de obtermos resultados falsamente positivos por contaminação, especialmente em casos de resultados de baixos crescimentos bacterianos (abaixo de 100.000 UFC/ml)

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P.: Existe interferência entre a vacinação da leishmaniose e o nível de anticorpos?

R.: Os dados preliminares indicam que aproximadamente um em cada cinco animais desenvolve, na sequência da vacinação, uma taxa detetável de anticorpos, pelo que nestes casos as duas únicas formas de discriminar se um animal com um nível detetável de anticorpos está ou não doente de leishmaniose são a realização de um PCR de leishmania ou a prova de anticorpos não vacinais. O teste PCR deve realizar-se sempre pelo menos um mês após a vacinação, para evitar falsos positivos.

04/02/0201

P.: Pode um cão com parvovirose dar negativo no teste rápido?

R.: É relativamente habitual, especialmente nos casos com mais de 48 horas de evolução, presumivelmente devido à formação de complexos antigénio-anticorpo que impedem a deteção do vírus por parte dos testes rápidos. <br>Nestes casos, recomenda-se realizar a prova de PCR.

05/02/2014

P.: Como se trata uma infeção intestinal por clostrídios?

R.: Os antibióticos de eleição são o metronidazol ou a vancomicina por via oral. No entanto, se não se complementar com um tratamento de pelo menos um mês com prebióticos (uma dieta rica em fibra) e probióticos, o normal é que haja recidivas.

31/03/2014

P.: Como se interpreta um proteinograma de um cão tratado de leishmaniose?

R.: A eletroforese de proteínas séricas é uma importante fonte de informação para monitorizar a evolução da leishmaniose canina. Com base nos dados obtidos a partir do proteinograma, podemos tomar as decisões terapêuticas oportunas. Os seguintes exemplos devem deixar claro o critério a seguir: <br> Caso 1: Animal sem tratamento, título IFI 1/400. <br><a href="http://www.lbbarba.es/wp-content/uploads/2014/04/pg1.png"><img src="http://www.lbbarba.es/wp-content/uploads/2014/04/pg1-930x1024.png" alt="pg1" width="930" height="1024" class="alignnone size-large wp-image-693" /></a><br>Na imagem pode apreciar-se o enorme pico na região gama, com um valor de 3,3 g/dl, típico de uma leishmaniose sem tratamento. <br><br> Caso 2: Leishmaniose tratada, com um título de 1/160 <br><a href="http://www.lbbarba.es/wp-content/uploads/2014/04/pg2.png"><img src="http://www.lbbarba.es/wp-content/uploads/2014/04/pg2-930x1024.png" alt="pg2" width="930" height="1024" class="alignnone size-large wp-image-692" /></a><br>Observa-se uma pseudomeseta larga e alta na região gama, típica de um cão tratado. Nestes casos, deve comparar-se com o proteinograma anterior ao tratamento a fim de avaliar se se trata novamente. O valor da gamaglobulina foi 1,7 g/dl <br><br>Caso 3: Leishmaniose tratada com título 1/40<br><a href="http://www.lbbarba.es/wp-content/uploads/2014/04/pg3.png"><img src="http://www.lbbarba.es/wp-content/uploads/2014/04/pg3-930x1024.png" alt="pg3" width="930" height="1024" class="alignnone size-large wp-image-692" /></a><br> Observa-se que a banda gama é quase normal, com uma meseta estreita e baixa. O título obtido foi 1/40. O valor obtido foi 0,9 g/dl, interpretando-se o tratamento como bem-sucedido.

29/04/2014

P.: Pode a leishmaniose transmitir-se por via transplacentária?

R.: Os estudos científicos demonstram que esta doença pode transmitir-se, embora os dados sejam preliminares devido ao pequeno número de casos estudado. <br>(1) *Boggiatto PM, Gibson-Corley KN, Metz K, Gallup JM, Hostetter JM, Mullin K, Petersen CA. Transplacental Transmission of leishmania infantum as a Means for Continued Disease Incidence in North America. PLoS Negl Trop Dis. 2011 Apr 12;5(4):e1019.

14/05/2014

P.: Pode curar-se o herpesvírus canino? Com que sintomas cursa? Como saber se um aborto ou uma morte perinatal é produzida por este vírus?

R.: Os cães contagiados com herpesvírus ficam como portadores para toda a vida, quase sempre assintomáticos. Na fase aguda da infeção, normalmente não aparecem mais do que alguns sintomas respiratórios ligeiros e conjuntivite ligeira. A prova de eleição para o diagnóstico é um PCR em zaragatoa vaginal ou prepucial.

26/09/2014

P.: Que prova devo escolher para diagnóstico de Parvovirose canina?

R.: Os critérios são os seguintes: \n1. Se o cão tem MENOS de 2 dias desde o primeiro sintoma (vómito ou diarreia): Parvovírus antigénio em fezes. \n2. Se tem 2 dias ou MAIS: \n 2.1. Se o cão foi vacinado contra parvovírus há 2 meses ou mais: Parvovírus IgM em plasma ou soro. \n 2.2. Se o cão foi vacinado há menos de 2 meses: Parvovírus PCR em fezes. \n\nNOTA: existe algum estudo que fala da possibilidade de poderem existir alguns casos de interferência de uma vacinação recente com a prova de PCR, mas trata-se de casos excecionais.

10/08/2015

P.: Pode a leishmaniose transmitir-se através do sémen?

R.: Embora se tenham feito poucos estudos experimentais, nos realizados comprovou-se que existe esta possibilidade, encontrando probabilidades de contágio que oscilam entre os 25 e os 50%.

06/11/2015

Hormonas

Pergunta: Como se pode discriminar se um cão ou um gato é criptórquido ou está castrado?

Resposta: Há três opções:

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P.: Como realizo uma estimulação com ACTH para diagnóstico de síndrome de Cushing em cães?

R.: Recolhe-se uma amostra de sangue basal; serve qualquer tipo de tubo. Não é necessário que o animal esteja em jejum. A quantidade mínima de sangue é 0,2 ml. De seguida, injeta-se por via IM ou IV 0,25 mg de ACTH sintética, seja qual for o peso do cão. Aguarda-se 1 hora ou 2 horas e, a seguir, recolhe-se outra amostra de sangue.

04/02/2014

P.: Como realizo uma supressão com dexametasona em doses baixas para diagnóstico de síndrome de Cushing em cães?

R.: Recolhe-se uma amostra de sangue basal; serve qualquer tipo de tubo. Não é necessário que o animal esteja em jejum. A quantidade mínima de sangue é 0,2 ml. De seguida, injeta-se por via IV 0,01 mg/kg de dexametasona. Recolhem-se amostras às 3 e às 8 horas.

04/02/2014

P.: Qual é o protocolo para a monitorização do tratamento com trilostano de uma síndrome de Cushing?

R.: Devem obter-se amostras para análises bioquímicas (incluindo eletrólitos) e realizar-se provas de estimulação com ACTH antes de iniciar o tratamento, aos 10 dias, às 4 semanas e às 12 semanas deste e, mais tarde, a cada três meses, tanto após o diagnóstico inicial como após os ajustes da dose. É obrigatório realizar provas de estimulação com ACTH às 4-6 horas da administração para poder interpretar os resultados adequadamente. Também deve efetuar-se uma avaliação periódica do progresso clínico da doença em todos os pontos temporais mencionados. No caso de se obter um teste de estimulação de ACTH com resultado não estimulatório durante a monitorização, o tratamento deve ser suspenso durante 7 dias e reiniciado com uma dose menor. Deve repetir-se o teste de estimulação de ACTH após outros 14 dias. Se o resultado continuar a ser não estimulatório, interromper o tratamento até que remitam os sinais de hipoadrenocorticismo. Repetir o teste de estimulação de ACTH um mês após a retoma do tratamento.

04/02/2014

P.: Quanto tempo demoram as determinações de progesterona?

R.: Dada a urgência que habitualmente estas determinações requerem, dispomos de um serviço express sem custo adicional através do qual os resultados estão disponíveis apenas duas horas depois de a amostra chegar ao laboratório, sempre desde que seja solicitado previamente. Caso contrário, os resultados estão disponíveis entre as 17 e as 19 horas, exceto aos sábados, em que estão disponíveis por volta das 14 horas.

05/02/2014

P.: Como se pode saber se uma cadela ou gata está esterilizada ou tem restos ováricos?

R.: Existem basicamente dois métodos. O primeiro, mais simples, é realizar uma determinação de estradiol basal. No entanto, um pequeno número de fêmeas pode apresentar valores duvidosos. O segundo método é realizar uma estimulação com GnRH. Injeta-se por via IM 0,12 (cadela) ou 0,4 (gata) ug/kg de GnRH e recolhe-se amostra basal e aos 120 minutos. Em ambas as amostras determina-se estradiol.

04/03/2014

P.: Como se realiza uma estimulação com hCG para saber se um cavalo está castrado ou é criptórquido?

R.: Recolhe-se uma amostra basal de soro. De seguida, injeta-se por via IV 6.000 UI de hCG. 24 horas depois, volta a recolher-se amostra de soro. Em ambas as amostras solicita-se a determinação de testosterona.

18/03/2014

P.: Que protocolo se usa para diagnosticar Cushing na urina?

R.: A prova presuntiva realiza-se com uma urina basal matinal (a primeira do dia). Se se desejar, especialmente em gatos, pode realizar-se uma supressão com dexametasona como alternativa às provas no sangue. O protocolo consiste em recolher, nos dias 1 e 2, a primeira urina do dia, que se congela. No dia 2, administram-se três doses de dexametasona (0,01 mg/kg) por via oral a cada 6 horas, e no dia 3 recolhe-se novamente a primeira urina da manhã.

23/09/2014

P.: Como se pode diagnosticar um insulinoma?

R.: Podem realizar-se várias provas de laboratório. Como provas de screening, podem determinar-se níveis de glicemia basal, frutosamina e rácio insulina:glicose.

22/10/2014

Hematologia e Coagulação

Pergunta: Tive vários casos de contagens baixas de plaquetas, sem causa aparente justificada. O que pode estar a acontecer?

Resposta: Em geral, estes problemas acontecem porque ou passou muito tempo desde o início da recolha de sangue até à sua introdução no tubo com anticoagulante, ou porque o tubo não foi agitado o tempo suficiente depois de introduzir o sangue nele. Deve inverter-se suavemente <b>durante 60 segundos</b>, pois caso contrário o risco de que as plaquetas se agreguem ou o sangue coagule é importante.

10/02/2014

P.: Tive vários casos em que o sangue coagulou, sem causa aparente justificada. O que pode estar a acontecer?

R.: Em geral, estes problemas acontecem porque ou passou muito tempo desde o início da recolha de sangue até à sua introdução no tubo com anticoagulante, ou porque o tubo não foi agitado o tempo suficiente depois de introduzir o sangue nele. Deve inverter-se suavemente <b>durante 60 segundos</b>, pois caso contrário o risco de que as plaquetas se agreguem ou o sangue coagule é importante.

10/02/2014

Perfis

Sem perguntas frequentes para "Perfiles".

Genética e PCR

Pergunta: É necessário refrigerar as amostras para provas de genética (PCR)?

Resposta: Não, não é necessário

10/02/2014

P.: As zaragatoas devem ser enviadas com meio de transporte?

R.: Sim, desde que o meio não contenha carvão ativado (é de cor preta)

10/02/2014

P.: Nos cães que apresentam a mutação do gene MDR1, que medicamentos há que ter em conta?

R.: MDR1 - Sensibilidade a medicamentos do gene mdr1

14/06/2018

Outros

Pergunta: É necessário refrigerar as fezes para provas de parasitologia ou digestão?

Resposta: Não, não é necessário

10/02/2014

P.: É necessário refrigerar as amostras para cultura?

R.: Se forem zaragatoas com meio de transporte, fezes ou pelo, não se devem refrigerar. No caso de tecidos ou urinas, sim, é necessário

10/02/2014

P.: Como se utiliza a ivermectina nos tratamentos de parasitas externos em cães?

R.: Administra-se uma dose de 0,15 mg/kg de peso por via oral e repete-se 14 dias depois

20/03/2014

P.: Como posso diagnosticar uma síndrome de Fanconi num cão ou num gato?

R.: Deve pedir-se a prova de aminoácidos na urina

16/05/2014
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