Detalhe do Teste
Comprimento e tipo de pelo canino (longo/curto, encaracolado/liso, furnishing)
Cor e pelagem · Cão
Teste que analisa as principais variantes que determinam o comprimento e o tipo de pelo do cão: FGF5 (pelo longo/curto), KRT71 (pelo encaracolado/liso) e RSPO2 (furnishing, ou seja, bigode e sobrancelhas). Complementar, não substitutivo, do exame clínico.
Incidência
Raça aplicável: todas as raças caninas. Frequências: dados limitados; a distribuição de alelos varia muito entre raças.
Sinais clínicos
• FGF5: pelo longo (portadores de dois alelos) versus pelo curto.
• KRT71: pelo encaracolado ou ondulado versus liso.
• RSPO2: presença de furnishings (bigode e sobrancelhas); a sua ausência associa-se a improper coat em raças que os exigem.
• As combinações explicam fenótipos como pelo longo e liso, longo e encaracolado ou curto com furnishings.
• KRT71: pelo encaracolado ou ondulado versus liso.
• RSPO2: presença de furnishings (bigode e sobrancelhas); a sua ausência associa-se a improper coat em raças que os exigem.
• As combinações explicam fenótipos como pelo longo e liso, longo e encaracolado ou curto com furnishings.
História
Em 2006 Housley e Venta identificaram o FGF5 como determinante do comprimento do pelo; em 2009 Cadieu e colaboradores descreveram, num mesmo estudo, as variantes de FGF5, KRT71 e RSPO2 associadas a comprimento, encaracolado e furnishings. Posteriormente Bauer e Salmela (2019), de forma independente, descreveram uma segunda variante de KRT71.
Manejo do criador
• Interpretar os três genes em conjunto, porque a combinação determina o tipo de pelo.
• Em raças que exigem furnishings, evitar cruzar dois cães sem furnishing se o padrão o exigir.
• No pelo encaracolado, recordar que podem existir variantes não cobertas.
• O comprimento do pelo influencia o manejo e os cuidados; não tem implicações de saúde graves.
• Em raças que exigem furnishings, evitar cruzar dois cães sem furnishing se o padrão o exigir.
• No pelo encaracolado, recordar que podem existir variantes não cobertas.
• O comprimento do pelo influencia o manejo e os cuidados; não tem implicações de saúde graves.
Notas do especialista
FGF5, KRT71 e RSPO2 explicam a maior parte da variação de comprimento e textura do pelo no cão, mas existem fenótipos não explicados. O teste é de natureza morfológica e não substitui a avaliação do padrão racial.
Referências
1. Housley 2006, The long and the short of it: FGF5 and canine hair length (PMID 16879338); OMIA:000439-9615.
2. Cadieu 2009, Coat variation in the domestic dog is governed by variants in three genes (FGF5, KRT71, RSPO2) (PMID 19713490); OMIA:000439-9615 / OMIA:000245-9615 / OMIA:001531-9615.
3. Bauer 2019, A second KRT71 allele in curly coated dogs (PMID 30444027); OMIA:000245-9615.
4. Salmela 2019, A novel KRT71 variant in curly-coated dogs (PMID 30456859); OMIA:000245-9615.
2. Cadieu 2009, Coat variation in the domestic dog is governed by variants in three genes (FGF5, KRT71, RSPO2) (PMID 19713490); OMIA:000439-9615 / OMIA:000245-9615 / OMIA:001531-9615.
3. Bauer 2019, A second KRT71 allele in curly coated dogs (PMID 30444027); OMIA:000245-9615.
4. Salmela 2019, A novel KRT71 variant in curly-coated dogs (PMID 30456859); OMIA:000245-9615.
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