Detalhe do Teste

Atrofia progressiva da retina (rdAc-PRA)

Ocular · Gato

A atrofia progressiva da retina rdAc é uma doença ocular hereditária do gato que provoca a degenerescência gradual e irreversível dos fotorreceptores, primeiro os bastonetes e depois os cones. Afeta o sistema visual e evolui para cegueira completa. Sendo uma perda lenta, muitos gatos adaptam-se durante anos, mas falham em condições de pouca luz e perdem autonomia com o tempo. É a forma de PRA felina presente em mais raças e uma das mais frequentes nos painéis genéticos.
Padrão de herançaAutossómica recessiva
Gene / MutaçãoCEP290: variante de splicing IVS50+9T>G (c.7584+9T>G; g.110285757A>C, F.catus_Fca126_mat1.0) no intrão 50, que cria um dador de splicing canónico com inserção de 4 pb e mudança de fase de leitura no transcrito (Menotti-Raymond et al. 2007; OMIA:001244-9685). A atribuição a CRYBA1 é errada.
PenetrânciaEm homozigotia a doença expressa-se com alta penetrância, embora a idade de aparecimento (tipicamente por volta dos 2-5 anos) e a velocidade de progressão variem entre indivíduos. Os heterozigotos permanecem assintomáticos.
Códigomqct
Prazo de entrega10 dias
Preço52,60 €

Incidência

Raça de origem: Abissínio, com o Somali estreitamente relacionado. A variante foi detetada noutras raças incluídas nos painéis (por exemplo Bengal, Siamês, Oriental, Tonquinês, Singapura, Peterbald), em geral com frequências de portador baixas mas detetáveis. Os números variam muito entre raças, países e anos e, nas raças fora do grupo abissínio, os dados publicados são limitados; não deve assumir-se uma frequência concreta sem estudo populacional.

Manejo do criador

- Realizar o teste de ADN antes da primeira cobrição: distingue livres (N/N), portadores (N/rdAc) e afetados (rdAc/rdAc).\n- Um portador pode cruzar-se com um exemplar livre sem risco de gatos afetados; nunca com outro portador.\n- Manter no máximo um portador de valor por geração, sempre com parceiro livre, e testar a descendência destinada à criação.\n- Registar os resultados no pedigree para evitar a difusão silenciosa do alelo.

Notas do especialista

Diagnóstico diferencial com a retinopatia por deficiência de taurina (lesões bilaterais na zona central da retina, reversíveis em fases iniciais), outras PRA felinas (rdy, pd), coriorretinopatias inflamatórias e retinopatia hipertensiva. A oftalmoscopia e o ERG ajudam a confirmar e a estadiar. Não havendo tratamento, a gestão é de suporte: ambiente estável, vida no interior e seguimento oftalmológico anual.

Referências

1. Menotti-Raymond M et al. 2007. Mutation in CEP290 discovered for cat model of human retinal degeneration. Journal of Heredity. PMID: 17507457
2. Lyons LA. 2015. DNA mutations of the cat: the good, the bad and the ugly. Journal of Feline Medicine and Surgery. PMID: 25701860
3. OMIA:001244-9685. Retinal degeneration II (Felis catus). Online Mendelian Inheritance in Animals.

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